Ménière, uma doença que ataca o ouvido

Três doenças que podem estar por trás da sua dor de garganta
12 de fevereiro de 2020
7 alimentos para fortalecer o ouvido
11 de março de 2020

A doença de Ménière é caracterizada pelo aumento de pressão da chamada endolinfa, líquido existente no labirinto do ouvido interno. O quadro afeta apenas um ouvido, sendo raro aparecer em ambos.

 

Por que esse nome?

O quadro foi batizado em homenagem ao médico francês Prosper Ménière, primeiro a descrevê-la, ainda no século 19.

 

Quais as causas?

Ainda não são comprovadas. Estudos demonstram algumas ligações com diabetes, alterações da tireoide e doenças autoimunes, além de traumas acústicos, hipertensão arterial e processos infecciosos.

 

Quando costuma aparecer?

O quadro é mais comum em pessoas entre os 20 e os 50 anos.

 

Quais os sintomas:

  • Sensação de ouvido abafado, chamado pelos médicos de plenitude;
  • Perda da audição;
  • Zumbidos no ouvido;
  • Crises de vertigem (perda de equilíbrio corporal), aliadas a náuseas e vômitos.

 

Como diagnosticar?

Os critérios foram estabelecidos pela Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço:

 

  • Duas ou mais crises de vertigem rotatória com duração mínima de 20 minutos
  • Diminuição da audição registrada pelo exame de audiometria
  • Zumbido ou pressão no ouvido
  • Exames audiométricos e a entrevista (anamnese) com o otorrinolaringologista são fundamentais para o diagnóstico.

Como tratar?

Em um primeiro momento, são utilizados medicamentos tranquilizantes, antivertiginosos, depressores do labirinto ou diuréticos – todos para controlar os sintomas e a pressão do líquido.  O método cirúrgico só é utilizado em casos mais graves ou quando os medicamentos não surtirem efeito.

 

E se não tratar?

A tendência é de que o paciente tenha uma perda gradativa da audição ao longo dos anos.

 

Como prevenir?

O controle de doenças sistêmicas, como diabetes, e autoimunes, como o lúpus, são essenciais.

 

Dica dos especialistas

Após crises de vertigem, os médicos recomendam uma dieta balanceada com restrição de sal, açúcar e cafeína, além de exercícios físicos e fisioterapia. Bebidas alcoólicas e cigarro também devem ser evitados para que não haja outros episódios.

 

Fonte: Gaúcha Zero Hora